Alemanha

<em>IG Metal</em> troca salários por emprego

Após dois anos de negociações, o poderoso sindicato alemão dos metalúrgicos, IG Metall, concluiu um acordo com o maior produtor de aço do país, ThyssenKrupp Steel, que prevê uma redução da semana de trabalho, com uma diminuição dos salários, em troca da salvaguarda do emprego.
O acordo, assinado no dia 5, determina que os 18 mil trabalhadores passem a laborar 34 horas por semana, em vez de 35 horas, sofrendo uma perda remuneratória entre os 50 e os 80 euros mensais.
Contudo, esta redução não incidirá directamente sobre os salários, mas sobre o prémio anual de participação nos lucros que atingiu em 2005 o montante de 1 350 euros. Nos dois primeiros anos, a empresa compromete-se a assumir metade do valor da redução.
Como contrapartida, o acordo estabelece garantias de manutenção dos postos de trabalho, excluindo qualquer despedimento colectivo até 2013. Apesar disso, cerca de 500 trabalhadores vão passar progressivamente à pré-reforma, prevendo-se a sua substituição por igual número de novos contratados e a admissão de mil jovens aprendizes.
Congratulando-se com o resultado do acordo, que foi baptizado como o nome de «Futuro», o presidente do comité de empresa, Wille Segerath, afirmou a um jornal alemão que «se não tivéssemos feito nada, arriscávamo-nos a sofrer cerca de 1300 despedimentos até 2013.
Já nos anos 90, um acordo semelhante assinado nas fábricas alemãs do grupo Volkswagen, estabeleceu a semana de 28,8 horas e quatro dias de laboração, com redução salarial, alegadamente para salvar 30 mil postos de trabalho.
Actualmente, o construtor automóvel pretende regressar às 35 horas semanais sem aumento de salários. Evocando a necessidade de reduzir os custos, o grupo faz depender a produção de novos modelos de um acordo sobre esta matéria, o que poderia conduzir à extinção de 20 mil empregos.


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